Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A participação discente em pesquisas em CI

Copiado de  Escher Italian Tribute
Recentemente o portal da UnBCiencia reproduziu nota sobre pesquisa de graduação da FCI relativa à publicação científica em nossa área. A nota indica que:
Uma pesquisa da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da Universidade de Brasília (UnB) constatou que a contribuição de graduandos na publicação de artigos científicos em periódicos de cinco áreas é maior do que se imaginava. Segundo o estudo, quase um terço dos artigos com mais de um autor publicados em revistas brasileiras de Arquivologia, Ciência da Informação, Biblioteconomia, Documentação e Museologia têm origem em trabalhos de conclusão de curso (TCC) ou iniciação científica (IC). 
Gabriela Bentes, estudante de biblioteconomia, descobriu que 32% do total de 109 alunos que assinaram artigos junto com um professor orientador desenvolviam trabalhos na graduação. A amostra veio de um universo de 638 artigos publicados em periódicos da área entre 2005 e 2009 - todos armazenados na base de dados Artigos ABCDM, da FCI, e assinados em parceria por orientador e orientandos. "O resultado pode ser um reflexo da intensificação das políticas de iniciação científica dos últimos anos", acredita Jayme Leiro, orientador do estudo.
O 7º WICI dedicou uma mesa específica do tema da pesquisa discente, na qual o Prof. Jayme Leiro expõe melhor os resultados do estudo e a ex-aluna Gabriela Bentes realiza depoimento sobre sua experiência de pesquisa. Assista ao vídeo da mesa do Fórum de iniciação à pesquisa aqui (é o vídeo com 01:55:40).

A íntegra do trabalho, que foi apresentado ao ENANCIB, pode ser vista aqui.

Veja aqui a íntegra da nota da UnBCiencia.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A volta da caça às bruxas ameaça o desenvolvimento científico

Copiado de "Megaupload"
Em 1940 os Estados Unidos iniciaram uma "cruzada" anti-comunista, encabeçada pelo senador McCarthy, que transformou-se em uma verdadeira caça às bruxas, com episódios lamentáveis de delação, perseguição e danos irreparáveis à produção artística, intelectual e científica. Hoje unanimidades mundiais, Chaplin e Orson Welles foram colocado em listas negras. Não se trata de defender este ou aquele projeto político, porém de analisar criticamente como a legitimação de procedimentos de exceção generalizados e aplicados indiscriminadamente acaba por ser muito mais danoso do que os efeitos do que se tentava combater.

Marx, no 18 Brumário, já alertava que a história acontece como tragédia e depois se repete como farsa. Hoje um conjunto de instrumentos legais, cujo acrônimo é SOPA, recentemente aprovados permitem que o governo estadunidense feche os sites que desejar com base em denuncias hospedagem de material "pirateado". Notem bem a semelhança assustadora que continua haver em episódios distantes no tempo mais de 70 anos: a denúncia é suficiente para desencadear ações punitivas. Em mais de 70 anos, não! Em mais de 300 anos se formos considerar que na época da inquisição algum "denunciado" dificilmente escapava da punição, não importando quais fossem os fatos. 

Copiado de "Log (WTF?)"
O fechamento recente do site do Megaupload é, infelizmente, o prenúncio de ações mais drásticas e danosas que irão comprometer seriamente a liberdade de expressão e o desenvolvimento de pesquisas ao redor do mundo. A questão principal é a responsabilização do site por ações consideradas ilegais por qualquer um dos seus participantes. Por exemplo, por conta do fechamento do Megaupload, trabalhos finais de curso de meus alunos de graduação não mais estão disponíveis ao público. Não apenas a liberdade de expressão foi vilipendiada, mas a ampla circulação de ideias foi totalmente comprometida. A lógica da SOPA é mais ou menos a seguinte: se o seu vizinho é suspeito de ser criminoso, você e todos os demais moradores do seu prédio ficarão em prisão domiciliar por tempo indeterminado, sem comunicação com o resto do mundo. A grande questão é que apesar da SOPA ter vigência somente nos EUA é lá que estão hospedados a maioria do arquivos.

A simplicidade do cartunista argentino Quino com sua personagem Mafalda bem ilustra a irônica e trágica situação atual.
Copiado de "Factoría Olaf"

A comunidade 2.0 e 3.0 mundial tem convocado n protestos virtuais e sinalizado com boicotes, porém a representatividade da hospedagem de arquivos em servidores estadunidenses é deveras significativa e já está comprometendo seriamente importantes redes científicas de intercambio e construção de informação, conforme denuncia o prof. Dr. Zapopan Martín da Universidade de Sheffield:
"Caros colegas,
O periódico internacional, de acesso aberto e revisado por pares, "Critica Bibliotecologica: Revista de las Ciencias de la Informacion Documental" manifesta apoio aos cidadãos estadunidenses e aos usuários da Internet ao redor do mundo para protestar contra os seguintes atos dos EUA: SOPA (Stop Online Piracy Act), PIPA, e o Research Works Act feitos para dificultar a liberdade de informação na Internet e para dificultar o acesso e uso de informação por instituições mantidas com financiamento público!
Não ao SOPA dos EUA!
Não ao PIPA dos EUA!
Não ao Research Works Act dos EUA!
Não ao ACTA dos EUA!
E NÃO A QUALQUER LEGISLAÇÃO DRACONIANA DOS EUA (OU DE QUALQUER OUTRO PAÍS) QUE UNILATERALMENTE PRETENDA SUBMETER OS CIDADÃOS DO PLANETA A SEREM ESCRAVOS E CONSUMIDORES DE INFORMAÇÃO!!!!!!
JÁ É TEMPO DE OS CIDADÃOS DO PLANETA DESTRAVAR E QUEBRAR, POR QUALQUER MEIO, AS BARREIRAS À INFORMAÇÃO, AO CONHECIMENTO E À SABEDORIA QUE SÃO IMPOSTAS DE MODO IRREAL POR UM PEQUENO GRUPO DE GRANDES LADRÕES CAPITALISTAS E BURGUESES E POR VERDADEIROS PIRATAS DOS EUA, REINO UNIDO, CANADÁ, ITÁLIA, FRANÇA, ALEMANHA, JAPÃO, RÚSSIA E PELA MAIORIA DE SEUS GOVERNOS-FANTOCHES AO REDOR DO MUNDO, QUE EFETIVAMENTE ROUBAM E PIRATEIAM OS RECURSOS NATURAIS  DO PLANETA E AS CRIAÇÕES INTELECTUAIS E CULTURAIS PARA DEPOIS REVENDÊ-LAS AOS CIDADÃOS DO PLANETA A PREÇOS ESTRATOSFÉRICOS!!!!!!!!!!!!!!! 
A TODOS OS SERES HUMANOS QUE TÊM CÉREBROS E REALMENTE QUEREM UTILIZÁ-LOS:  VAMOS NOS SUBLEVAR E PROTESTAR EM CADA CANTO, EM CADA TRINCHEIRA AO REDOR DO PLANETA CONTRA ESSES GRUPELHOS DE LARÁPIOS CÍNICOS, CAPITALISTAS E BURGUESES ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS E TENHAMOS QUE PAGAR PELOS SINAIS DE FUMAÇA QUE IREMOS UTILIZAR PARA NOS COMUNICAR DEPOIS QUE NOSSO PATRIMÔNIO CULTURAL, CIENTÍFICO, TECNOLÓGICO E HUMANISTA FOR CONDENADO ÀS CINZAS PELOS ATUAIS LADRÕES CÍNICOS, CAPITALISTAS E BURGUESES!!!!!!!!!!!!!!!"
O furor do prof. Zapopan talvez seja um pouco exagerado (porém necessário) e reflete bem um risco real e de um processo que já se iniciou e que, certamente, terá consequências bastante perversas para a sociedade da informação no que tange à democratização do saber, seu acesso e construção dinâmica. Aqueles que quiserem melhor acompanhar o debate sobre a liberdade de expressão na Internet podem acessar a página da Electronic Frontier Foundation (EFF) e, em especial o artigo intitulado "Temos todo o direito de estar furiosos o ACTA". Para aqueles que ingenuamente creem que as novas normas dos EUA não lhes dizem respeito fica o antigo (e sempre atual) alerta:
Copiado de "Diplomática e Tipologia Documental - UnB"

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quais são as partes de uma tese?

Copiado de Portal Virtual de Barcelona
Os iniciantes em pesquisa científica sempre tendem a achar que a formatação do trabalho é mais importante que seu conteúdo. Pululam na Internet modelos, templates, apresentações etc. sobre como apresentar e estruturar um trabalho acadêmico. A padronização, sem dúvida, é para lá de benéfica, porém ela não pode ser sobreposta ao mérito do trabalho acadêmico, que é, em última análise, o que garante a qualidade. Mas para que o mérito possa ser julgado é necessário que a pesquisa se, de algum modo, apresentada. A referência básica (notem bem, "referência", não camisa-de-força) é a norma ABNT NBR 14724 (disponível aqui em um domínio USP).

Em paralelo ao esquema bovino acima a referida norma apresenta os seguintes "cortes", que, juntos, compõem a totalidade do trabalho acadêmico. 
:
É importante destacar que, como o próprio cabeçalho diz, isso é um esquema. Um trabalho acadêmico não é como um mecanismo para qual basta juntar e montar corretamente uma série de componentes (parts, em inglês). A ideia da totalidade, do conjunto, do trabalho não pode se perder em função da adaptação a este ou aquele esquema, que prevê a divisão do trabalho em partes e sub-partes. Tais esquemas servem mais para representar a realidade do que para moldá-la. Tais partes são, então, representação de um ideal de trabalho. Recordo-me de uma palestra na qual Eduardo Tomanik provocou a audiência perguntando quais eram as partes que dividiam o Homem. Enquanto a platéia se dividia em palpites do tipo "cabeça, tronco e membros" e "corpo, mente e alma" ele interrompeu o zum-zum-zum dizendo que ele preferia permanecer íntegro, sem ser dividido em nenhuma parte...

A norma NBR 14724 propõe-se como modelo a ser seguido, como uma referência. Porém, do mesmo modo que existem outras possibilidades de cortes bovinos (ver, por exemplo, a deliciosa parrilla argentina) algumas variações podem ser encontradas. Na maioria das vezes representam apenas desconhecimento (ou descaso) com a ABNT, o que é grave; porém, outras vezes, constituem-se como opções deliberadas. Muitas revistas acadêmicas optam por criar normas próprias, derivadas da ABNT em maior ou menor escala. Outros periódicos científicos, por estarem interconectados em uma rede internacional, passam a seguir outros padrões, que podem ter âmbitos distintos, ligados, ou não a alguma normatização de cunho nacional. É muito comum que alguns periódicos hispânicos das Ciências Sociais Aplicadas pautem-se, por exemplo, nas nornas da APA (American Psychological Association). Muitas vezes a adoção ou modificação de normas relaciona-se com a utilização de softwares específicos que permitem de modo mais automático a inclusão de referências e a indexação do documento. 

A minha tese de doutoramento (USP, 2010 - baixe aqui) além de apresentar uma capa com imagem colorida, deliberadamente não trouxe capítulo de conclusão: 
Acreditamos ser desnecessária uma síntese final das idéias desenvolvidas ao longo do texto; deste modo, para evitar uma argumentação tautológica, optamos não apresentar um capítulo final, caracterizado como conclusão. (LOPEZ, 2010, p.6)
Recentemente vi na comunidade "Storytelling & Transmedia" do Facebook uma impressionante e divertida brincadeira com uma nota de rodapé em um capítulo introdutório:
Copiado de Trabalho Sujo
O mais importante não é criar as próprias normas ou, iconoclasticamente, desprezá-las. É fundamental bem conhecê-las e bem aplicá-las para, se necessário for, adaptá-las ou, mesmo, transformá-las. Do contrário, o pesquisador iniciante corre o risco de brincar de "aprendiz de feiticeiro" e colocar tudo a perder.

Além da mencionada NBR 14724, é importante conhecer as demais que norteiam a produção acadêmica. Veja post sobre esse assunto aqui.

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 - abertura da temporada de Lattualização

 - Dona Capes, este ano eu não publiquei, não orientei, não apresentei nada e mal dei aulas; o que devo fazer?
- Apenas indique as aulas dadas em "Atuação Profissional - Vínculos/Atividades",  e não esqueça de clicar no envio das atualizações.
- Só isso? Obrigado.
- Ah,  prometa que no ano que vem você ira´produzir mais.
- Prometido!

Com a virada do ano começa a época de atualização curricular dos pesquisadores brasileiros, atividade obrigatória para todos os que estão ligados a algum programa de pós-graduação. A lógica é informar a grande-irmã CAPES de tudo o que fizemos no anos pregresso. Com base nos Lattes atualizados dos pesquisadores, os programas preenchem um outro formulários, muito maios complexo, com os dados consolidados do coletivo dos professores e alunos. O irônico é que quanto mais produtivo o pesquisador for mais trabalho insano ele terá para "enquadrar" sua produção  nas categorias estanques do formulário. Alguns pesquisadores mais ingênuos perdem tempo precioso para incluir e padronizar palavras-chave (que nunca são acessadas) e setores de aplicação (que são modificados a todo tempo). O ideal de ir atualizando os dados à medida em que a produção vais sendo realizada nem sempre é viável para pesquisadores envolvidos com projetos, orientações e atividades administrativas. A parte positiva de tudo isso é que muitos poderão aproveitar uma parte dos merecidos dias de férias em 2012 e lattesjar o que seja necessário (veja aqui post sobre o significado do neologismo).

Aproveitando o espírito festivo do fim de ano segue uma piadinha bastante conhecida na net:
Por que Deus nunca chegará a ser pesquisador de produtividade?
1. Só tem uma publicação.
2. Esta publicação não foi escrita originalmente em inglês.
3. A referida publicação não consta do Qualis.
4. Há quem duvide que Sua publicação tenha sido escrita por ele mesmo. Em um exame rápido, nota-se a mão de, pelo menos, 11 colaboradores.
5. Desde Sua (questionada por muitos) criação do mundo não produziu mais nada.
6. Dedicou pouco tempo ao trabalho (apenas 6 dias seguidos).
7. Poucos colaboradores Seus são conhecidos.
8. A comunidade científica tem muita dificuldade em replicar Suas experiências.
9. Seu principal colaborador caiu em desgraça ao desejar iniciar uma linha de pesquisa própria.
10. Nunca pediu autorização aos Comitês de Ética para trabalhar com seres humanos.
11. Quando os Seus resultados não foram satisfatórios, afogou a população.
12. Se alguém não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra.
13. Dá poucas aulas e o aluno, para ser aprovado, tem que ler apenas o Seu livro, caracterizando endogenia de idéias.
14. Segundo parece, Seu filho é que ministra Suas aulas.
15. Atua com nepotismo, fazendo com que tratem Seu filho como se fora Ele mesmo.
16. Expulsou os Seus dois primeiros orientandos por aprenderem muito.
17. Não teve aulas e nem fez mestrado com PhDeuses.
18. Nunca submeteu trabalhos à avaliação por pares.
19. Não tem TOEFL.
20. Seu Lattes não pode ser atualizado porque foi encontrada uma divergência de dados com a Receita Federal 
Aqueles que desejarem uma análise mais séria do essa acima sobre algumas distorções da avaliação científica nacional  podem ver nota publicada no jornal da SBPC aqui.

Este Blog deseja a todos seus colaboradores e leitores um
 EXCELENTE 2012
cheio de produções para serem lattesjadas !!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O papel social da pesquisa científica

Copiado de De Rerum Natura

O papel social da pesquisa científica

Caroline Lopes Durce &  Caroline Maria Beasley
(mestrandas do PPGCINF-UnB)

Tomanik e Milton Santos trazem em suas obras, a preocupação a respeito do uso das Ciências como meio de controle social. Para eles, as Ciências Sociais deve se colocar em oposição a essa corrente, e sim permitir que a sociedade conheça e perceba a realidade em que está inserida. 

Milton Santos, em seu trabalho “As humanidades, o Brasil, hoje: dez pontos para um debate”, diz que o grande desafio das Humanidades é discernir a verdadeira estrutura do Mundo. Para o autor, o “problema crucial é que a ciência, tributária da técnica e do mercado, cada vez mais se submete a princípios perversos de organização”, o que empobrece a pesquisa. 

Esse uso da ciência, abordado pelo autor, de maneira a servir ao Poder (Estado e Mercado) desvirtua o sentido de se fazer ciência, tornando às Humanidades “tributárias e não propriamente críticas”. Para o autor, as Ciências Humanas, nesse contexto permanecem em um segundo plano, já que não conseguem ter a dinâmica de resultados imediatos das Ciências Exatas. Ele defende que as Humanidades devem, mais do que nunca, fazer cumprir o seu papel, para terminar com a lógica de dominação por interesses econômicos. 

Tomanik, por sua vez, aponta que, enquanto as Ciências Sociais se mantiverem a sombra do modelo empírico proposto pelas Ciências Naturais, aquelas serão simplistas em seus objetivos e métodos. O autor afirma que a visão empirista de ciência; que prega sua objetividade, naturalidade e neutralidade; deve dar lugar a uma humanização da ciência, onde a não-neutralidade e os aspectos ideológicos são considerados possíveis. Essa humanização abre a possibilidade que os objetivos das ciências evoluam da descrição e controle para a compreensão e a transformação. Para ele, “o conhecimento científico só terá sentido se puder, de alguma maneira, ser reapropriado pela comunidade ou indivíduo a que se refere, e checado por eles, em suas práticas”. 

A nosso ver, os dois autores chamam a atenção para o papel das Ciências Sociais como contraponto no uso das Ciências para a dominação de um pensamento das classes dominantes. O cientista não pode adotar uma postura ingênua em suas opções de pesquisa. Ele deve compreender seu papel na transformação da sociedade, embora esse não seja seu fim imediato, tal como colocado por Tomanik: “Não se propõem mais [as Ciências Sociais] a conhecer para controlar, mas compreender para participar.” 

Referências:
  • SANTOS, Milton. As Humanidades, o Brasil, hoje: dez pontos para um debate. In: HUMANIDADES, pesquisa, universidade. São Paulo: Comissão de Pesquisa/FFLCH-USP, 1996. p.9-13. 
  • TOMANIK, Eduardo Augusto. O que é ciência? : a ciência no discurso dos cientistas. In: ______. O olhar no espelho: “conversas” sobre a pesquisa em Ciências Sociais. 2. ed. rev. Maringá: Eduem, 2004. Cap. 3, p. 55-113.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ganhe um livro para analisar o Projeto Memória Ferroviária


O intuito deste post não é apenas apresentar uma boa inciativa de "webzação" de projeto, mas dar continuidade as práticas que sempre nortearam este blog, ou seja, ser um espaço plural de discussão de pesquisas, como pode ser visto nos inúmeros projetos discentes aqui linkados. 

O coordenador do Projeto Memória Ferroviária (PMF) me perguntou sobre algumas sugestões que eu poderia dar ao ambiente virtual do seu projeto. O "resumo da ópera" do que escrevi a ele está ligado ao fato de meu olhar ser focado com a perspectiva bloggeira, que gostaria de ver mais dinamicidade, interação, colaboração etc. Será que toda pesquisa tem mesmo que apresentar tais características quando vai à web? De qualquer modo já está mais do que na hora de a academia começar a usar&abusar da web para divulgar pesquisas.


Sugestão de atividade: criticar construtivamente o site PMF, usando o ambiente dos comments, abaixo, para isso. 
  • Prêmio: a melhor análise, se tivermos um mínimo de 10 participações, concorrerá a um exemplar do livro "O olhar no espelho" de Eduardo Tomanik, bibliografia obrigatória para os alunos de Metodologia do Mestrado do PPGCINF/UnB em 2012. 
  • Prazo para concorrer ao livro: 23/12/2011
  • Julgamento: Prof. Eduardo Romero de Oliveira (coordenador do PMF)
  • Entrega do prêmio: no PPGCINF-UnB, para os residentes em Brasília; a combinar para os demais.
ATENÇÃO:  atividade OBRIGATÓRIA para os alunos do GSI/FT-Redes.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nova ciranda metodológica

Boy Scout in Gozo - Malta (photo by André Lopez)
Muitos alunos de especialização "sofrem" quando ouvem a palavra PROJETO. Sofrem mais ainda quando ela está associada a uma outra: ENTREGAR. Os alunos de GSI da Engenharia de Redes, do prof. Laerte estão "sofrendo" desse mal. Alguns já fizeram uma versão preliminar e outros (poucos) nem essa. O momento da ENTREGA do PROJETO final se aproxima e este blog, para colaborar, sugere mais uma atividade de troca de opiniões. 

A atividade consiste em:

1. Esperar que a Liliane dê início ao processo, escrevendo no comment a abaixo:
a) um resumo de até 50 palavras;
b) indicação de qual é a base empírica a ser utilizada
c) indicação de possível contribuição à pesquisa em SI
d) indicação de possível aplicação prática

2. Analisar o comment anterior do colega (sem medo de criticar; as críticas devem atingir somente às ideias e não a pessoa).

3. Repetir o procedimento feito pela Liliane em 1.

4. Seguir com os passos 2 e 3.

Atenção!!! 
A atividade é focada para os alunos de GSI, porém é ABERTA a todos os interessados; basta se identificar. Todos podem repetir o ciclo quantas vezes acharem necessário.