Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento
quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
1ª atividade da disicplina
As dúvidas e questionamentos operam um papel fundamental na ciência. Muitas vezes coisas tidas como "tolas" têm a capacidade de impulsionar a transformação de conhecimentos consolidados e abrir o caminho para transformações profundas. Na maioria das vezes, porém, as tolices continuam a ser o que eram, porém de modo não exclusivo, já que muitas "verdades científicas indiscutíveis" com o passar dos tempos não se revelam mais brilhantes do que certas ingenuidades atuais.
A atividade preparatória para a aula do dia 4/abr, consiste em ler o texto sobre o conhecimento científico de Vanessa Bárbara (link aqui) e comentá-lo, tendo em vista a própria experiencia em pesquisa científica. Os comentários devem ser feitos no campo comment abaixo e são obrigatórios para os alunos da disciplina 2013 e optativos para todos os demais leitores do blog que queiram participar.
Outros textos que podem estimular o debate podem ser acessado nesse post aqui.
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Vanessa Bárbára
domingo, 24 de março de 2013
Nova turma de metodologia
Começará, na 5ªf, dia 04/abr a nova turma da disciplina Metodologia da Pesquisa em Ciência da Informação (cód. 382035), do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UnB. A disciplina será divida pelos professores Sofia Galvão e André Lopez e terá este blog como um de seus elementos de apoio. Confira o programa completo aqui.
A disciplina é obrigatória para os alunos de mestrado e visa auxiliar no aprimoramento dos projetos de pesquisa já aprovados. Equivocadamente há alunos especiais que entendem que a disciplina visa ajudar a montar um projeto; não é esse o foco. Um aluno sem projeto somente prejudica a turma (já que compromete o avanço de algumas questões) e a si mesmo (já que não consegue desenvolver diversas atividades). O eventual aceite de alunos especiais estará, portanto condicionado a existência prévia de um projeto com nível suficiente (no mínimo similar ao de quem passou no exame de seleção) a ser desenvolvido pelo candidato. Eventuais interessados devem utilizar o campo comment, abaixo, até as 23:59hs do dia 2/04/2013, e apor:
a) nome;b) e-mail para contato;c) url do currículo Lattes atualizado;d) resumo do projeto que tenha até 250 palavras, apresente o problema (ou objetivo geral) da pesquisa, indique a base teórica pretendida, aponte para o universo empírico a ser pesquisado e sinalize como se dará a execução (metodologia); o texto deve primar pela precisão e clareza.ATENÇÃO: tais procedimentos não excluem os exigidos pela secretaria do curso para inscrição como aluno especial: http://www.ppgcinf.fci.unb.br/index.php/menu-aluno-especial
Os eventuais interessados em cursar essa disciplina como alunos especiais, devem, apresentarem-se aos professores às 13:30 hs no dia 04/abr, trazendo consigo:
a) cópia impressa do Lattes;
b) cópia impressa do projeto de pesquisa, com no máximo 5 páginas no total (sem anexos ou apêndices) contemplando, minimamente o seguinte:
- identificação do candidato
- exposição de motivos para ser aluno especial
- título do projeto
- resumo (idêntico ao postado neste blog)
- objetivo geral
- objetivos específicos
- panorama de autores, conceitos e a contribuição acadêmica e científica que fundamentam a pesquisa no âmbito da Ciência da Informação e do Grupo de Pesquisa pretendido
- metodologia;
- breve caracterização da base empírica pretendida para o desenvolvimento da pesquisa
- cronograma
- bibliografia preliminar
A seleção dos alunos especias será feita pelos professores da disciplina, que além dos critérios referentes ao mérito dos interessados, poderão balizar sua decisão em outros elementos como solicitação de outras disciplinas, quantidade de alunos na classe, real necessidade de o interessado cursar metodologia, capacidade dos candidatos para contribuir com as aulas, adequação às exigências aqui indicadas etc. A decisão é irrecorrível.
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Programação
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
PG&C é B1 no Sistema Qualis
O sistema Qualis, recentemente promoveu uma reavaliação dos periódicos cadastrados em sua base. No âmbito da Ciência da Informação houve mudanças consideráveis, com a ampliação dos títulos da categoria "A" de veículos nacionais, específicos de Ciência da Informação (pelos critérios da CAPES, nossa área é classificada conjuntamente com a Comunicação). O periódico em tela, Perspectivas em Gestão & Conhecimento é um interessante exemplo da modernização que a produção de conhecimentos científicos vem passando nos últimos anos, por conta, em parte, das TIC. Trata-se de uma revista científica nova, com apenas 6 números publicados em apenas 2 anos, realizada dentro das rígidas práticas avaliação às cegas, por pares, o que tem garantido um excelente nível de qualidade, angariando o interesse de importantes autores, com artigos atuais.
Durante a última semana, um dos membros do Conselho Consultivo, Alan Curcino, com razão, cobrou publicamente que o portal que congrega os pesquisadores brasileiros de Ciência da Informação, ainda não fora atualizado e continuava apresentando uma relação restrita de periódicos da área, não incorporando a recente reavaliação do sistema Qualis. A relação completa dos periódicos da área-Capes Ciências Sociais Aplicadas 1, está composto por cerca de 1.300 títulos, porém a maioria é voltada para Comunicação e muitos são internacionais. Há ainda que considerar que outros veículos, que congregam importante produção de nossa área, estão elencados em outras áreas como é, por exemplo, o caso da revista Acervo, publicada pelo Arquivo Nacional, adscrita na listagem de História na CAPES.
Apesar da impossibilidade de resumir com qualidade e justeza quais são os periódicos específicos e mais significativos da Ciência da Informação (até porque se trata, por definição, de campo inter/multi/pluridisciplinar), sem nenhuma dúvida a lista nacional deveria ser bem mais ampla do que os atuais 15 títulos listados no portal da ANCIB (em e-mail recebido há menos de duas horas, aparentemente, a solução não demorará, de modo que, brevemente, espera-se que o link citado tenha mais títulos indicados). Reproduzo abaixo trecho do mencionado e-mail do professor Alan Curcino, no qual anota algumas das ausências importantes identificadas em 18/02/2013, na relação da ANCIB:
"(...) Inclusão Social; Revista ACB; Comunicação & Informação; Em Questão; Perspectivas em Gestão & Conhecimento; Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação; Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde; Museologia & Patrimônio; Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação; Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; Revista Biblos; Revista Informação & Universidade; Arquitextos; Arquivística.net; Bibliotecas Universitárias: pesquisas, experiências e perspectivas; Cenário Arquivístico; Páginas A & B - Arquivos & Bibliotecas; dentre muitos outros títulos não menos importantes porém não citados."
Obviamente que estar bem colocado no sistema Qualis é um importante elemento para qualquer periódico, já que auxilia no acesso a verbas, demanda qualificada de autores de alto nível, captação de bons referees etc. Sem dúvida que a disputa por espaço de poderes também se faz presente em tal âmbito. Mais do que ter uma listagem em algum portal (por exemplo, recentemente, foi divulgado no grupo de discussão dedicado aos arquivos a nova classificação da CAPES, porém com periódicos diversos dos elencados pela ANCIB ou pelo Prof. Curcino), que sempre será parcial e pautada pelo interesses institucionais (espera-se), é fundamental que os pesquisadores, leitores, estudiosos de Ciência da Informação habituem-se a utilizar o sistema WebQualis, no portal da CAPES; mais ainda, é fundamental que se tenha o hábito de ler os bons artigos (estejam eles na área-Capes que for, com o ranking que tiverem).
Sobre o sistema Qualis veja ainda outros posts publicados aqui:
- O que é Qualis?, de 12/06/2012
- Será que o Web Qualis é o melhor indicador?, de 28/02/2011
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
A solução para a normalização de textos
A redação científica, além de ter que seguir parâmetros de precisão, clareza e outras boas qualidades textuais, sempre é padronizada por normas estabelecidas pelos veículos (ou tipos de veículos) nos quais se difundirá o trabalho. Muitas revistas têm normas específicas enquanto que outras trabalham com definições mais genéricas. No Brasil, salvo exceções, o que vale são as normas da ABNT. O problema é que há muitas normas da ABNT que incidem sobre a redação científica, e que, frequentemente, são atualizadas. O resultado final é que a formatação final de um texto é sempre problemática para a maioria dos mortais.
A melhor solução seria a existência de um software para edição de textos que viesse com os parâmetros da ABNT incorporados e que já fizesse os ajustes automaticamente. Seria, não. É! Acabei de receber um e-mail de Lauro César Araujo, pesquisador do CPAI/UnB, o maior fã que eu conheço do processador de textos LaTex, com o seguinte teor:
abnTeX2 está disponível na sua distribuição LaTeX! A partir de agora você pode escrever teses, dissertações e outros trabalhos acadêmicos em conformidade com as normas ABNT em LaTeX com abnTeX2. Se você utiliza uma distribuição TeX Live (TeXLive para Linux ou Windows ou MiKTeX para Mac), tudo o que você precisa já está disponível no seu computador.
Se não tiver ideia do que estou falando, consulte o site do projeto em http://code.google.com/p/abntex2/ e veja um modelo de trabalho produzido abnTeX2!
Vale à pena conferir!
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Artigo de divulgação científica
Um artigo de divulgação científica tem a complexa tarefa de conseguir escrever com precisão e clareza para um público semi-especializado. O desafio é grande, pois o formalismo da redação acadêmica, muitas vezes, torna a compreensão impeditiva para o leitor inciante. Por outro lado, os veículos de divulgação científica demandam estruturas mais ou menos rígidas para a apresentação dos textos, nem sempre adequadas ao que se quer divulgar e nem sempre compatíveis com o objetivo de vulgarização científica. Mesmo assim, a normalização e o estabelecimento de formatos estanques pelas boas revistas acaba funcionando como uma garantia de qualidade ao pré-definir os elementos mínimos e a estrutura do artigo. Isso é benéfico, pois define uma espécie de padrão da redação científica que além de educar o público leigo para a leitura acadêmica, ainda ajuda na formação de novos cientistas, que se vêm obrigados a aprender a apresentar suas ideias de acordo com um modelo amplamente aceito por seus pares comunitários. A divulgação e vulgarização da ciência, feita com critérios e solidez, é fundamental para a realimentação humana do ciclo de produção do conhecimento acadêmico. Colunas em jornais, blogs científicos, periódicos de difusão são apenas alguns exemplos de veículos que operam nessa atividade.
A estudante de mestrado em Ciência da Informação da Universidad de Antioquia, María Muriel Ríos Leirum Airam descobriu um excelente portal destinado a auxiliar nas diferentes atividades relacionadas à escrita acadêmica: o Centro de Recursos para la Escritura Académica, do Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterey, México (aceda ao CREA aqui). Uma das páginas destacadas por Maria Muriel é a que indica as diretrizes básicas para a criação de um artigo de divulgação científica. O texto é bastante interessante e se inicia com uma epígrafe de um diretor da NASA dizendo que é necessário falar com as pessoas em linguagem compreensível. Vale à pena conhecer.
Para aceder à página sobre construção de artigos de divulgação do CREA, clique aqui.
Para conhecer o blog de Maria Muriel, sobre Ciência da Informação, clique aqui (vale à pena, pela qualidade de suas reflexões).
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
NOVA DATA - ATENÇÃOPalestra da Profa. Antonia Salvador (Universidad Complutense de Madrid)
| Copiado de Reporter do Futuro |
A professora Antonia Salvador está na UnB desde 29/setembro, desenvolvendo atividades junto ao GPAF (página aqui), dentre elas o compartilhamento de uma disciplina da pós (ver aqui) e a realização de palestras. Sua presença se deve a um convênio firmado entre a UnB e Universidad Complutense de Madrid (ver post aqui).Antonia é professora da Facultad de Ciencias de la Documentación da UCM. Especialista em documentação em meios de comunicação (imprensa, rádio e TV), tratamento e gestão de arquivos, patrimônio fotográfico e audiovisual e transparência e políticas de acesso à informação.
Na próxima 3ªf, dia 6/nov, às 09:00hs elá exporá algumas considerações sobre a questão das redes sociais e o ativismo cidadão. O tema das redes sociais e o ativismo cidadão é de crucial importância para a pesquisa em Ciência da Informação, como pôde ser demonstrado no exemplo evocado pela imagem de chamada, criada anonimamente dentro da campanha cidadã coordenada pela colega Carolina Stanisci (ver texto "Descomplicar" aqui) contra a aprovação recente do novo código florestal brasileiro.
Anote em sua agenda:Palestra: Redes sociales y activismo ciudadano
Expositora: Antonia Salvador Benítez
Data:
Horário:
Local: Auditório da FCI-UnB
Resumo: El uso de las tecnologías de la información y de los ‘social media’ han contribuido a la propagación y a la multiplicación de movimientos sociales de protesta a través de la Red contra el sistema político y financiero. Se analiza esta demanda de transparencia y acceso a la información de los movimientos sociales de protesta en España, el papel multiplicador de los ‘social media’ y se valora en qué medida el activismo 2.0 está contribuyendo o no al arraigo de una auténtica cultura cívica en los ciudadanos y en los distintos sectores y grupos de la sociedad.
EM TEMPO: Fomos surpreendidos, na noite do dia 4/11, por um convite de aula magna do curso de biblioteconomia prevista para o mesmo local e horário. Agradecemos à profa. Monica Peres que se prontificou a incluir a palestra aberta ao público em geral no âmbito das atividades da disciplina Bibliotecononia e Sociedade Brasileira.
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