Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Atividades avaliativas

É chegada a hora de juntar as informações que estão soltas aqui e acolá; às vezes perdidas em anotações físicas ou virtuais e às vezes somente da cabeça de cada um, em suporte estável, em terra firme ou mesmo nas nuvens. Os itens avaliativos formais previstos eram três:
a) projeto reformulado e amadurecido (já entregue à professora Sofia);
b) apresentação continuada de reflexões críticas ao longo do semestre;
c) reflexão crítica ("paper) de livre formato.
Os dois itens remanescentes da avaliação deverão ser anotados no campo comment, abaixo indicando (nessa ordem e com esses tópicos):
  • A) nome do aluno e título do projeto;
  • B) indicação se o poster apresentado deve ser considerado como atividade continuada ou reflexão crítica (essa última alternativa só é válida para posteres que foram além da simples apresentação de projeto);
  • C1) nome da atividade 1;
  • D1) url da atividade 1 (se for o caso com elementos extras para localização, como, por exemplo, data, hora, ordem em comentários de blog etc.);
  • C2) nome da atividade 2;
  • D2) url da atividade 2;
  • ... (seguir o mesmo esquema para as demais reflexões);
  • E) url da reflexão crítica e/ou data de envio para o e-mail do professor (as reflexões enviadas por e-mail poderão, conforme a política de divulgação deste blog, ser publicadas, a qualquer tempo, aqui, salvo indicação expressa no trabalho).
Lembrem-se  que a divulgação de reflexões ainda é possível em espaços virtuais de colegas, grupos de pesquisa etc. Uma boa ideia seria aproveitar também para divulgar uma versão virtual do Banner em algum espaço virtual.

Obs: há alguns casos de alunos que enviaram ao longo do semestre reflexões para publicação neste blog e que ainda não foram ao ar; nestes casos a orientação é anotar no item "D" correspondente a data de envio do e-mail para mim, explicando a situação.

Obs 2: Não se esqueçam de ter cópias de tudo o que entregaram, postaram, enviaram por e-mail (just in case...)

O prazo para indicação dos tópicos avaliativos nos comments deste post se encerra às 14h:15min do dia 25/07, 5ªf da semana que vem.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Hoje é dia de Banner!!!

Andrew Green (Instituto Mora, México), Solene Bergot (Cenfoto, Chile), André Lopez (UnB) e  Antonia Salvador (Universidad Complutense de Madrid, Espanha), pesquisadores do GPAF, em frente ao banner do Projeto Imaginando, durante o WICI/2012.
Finalmente chegou o momento mais aguardado do semestre: a exposição dos posteres! Depois de alguma "negociação" com a classe os alunos do mestrado UnB/2013 optaram por retomar a exposição dos projetos e/ou problematizações da pesquisa em uma forma alternativa de divulgação científica, que, cada vez mais, tem estado presente em eventos científicos de ponta.  

Conforme combinado anteriormente, está prevista a realização de uma pequena confraternização, na forma de lanche, durante a exposição, para que o ambiente fique mais descontraído. Para isso é importante que cada um não se esqueça de levar alguma coisa de pesticar e/ou beber. Quem tiver esquecido (ou não tido tempo) não há motivos para preocupações: delivery foi feito para tais ocasiões.

Dentro dos objetivos trabalhados de tentar ampliar a compreensão da pesquisa para pesquisadores de áreas mais distantes, a aula terá a participação do Prof. Dr. Ailton José Morelli, da Universidade Estadual de Maringá, que trabalha em áreas de pesquisa apenas tangenciais à Ciência da Informação (ver seu Lattes aqui). Acredito que o nível de compreensão que um especialista de outra área possa ter dos trabalhos apresentados possa servir de termômetro para uma avaliação sobre a necessidade futura de alterar (ou não) os trabalhos em função da amplitude desejada para a divulgação científica.

Do ponto de vista mais formal da disciplina a professora Sofia e eu tentaremos ser o contraponto da compreensão crítica especializada em Ciência da Informação. Contamos com o auxílio de todos os colegas da turma, como pares, para um debate amplo e construtivo.

O espaço dos comments deste post está previsto para análises e sugestões relativas a essa forma de divulgação científica.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Novas atividades

Cumprindo fielmente com o cronograma, a próxima aula estará dedicada à discussão sobre o papel social do conhecimento científico. O texto-base é o capítulo 3, do livro de Eduardo Tomanik, intitulado "O que é ciência? A ciência no discurso dos cientistas". Como atividade preparatória cada aluno deverá realizar aqui, no espaço dos comments (abaixo), um pequeno comentário que indique o papel social e científico de seu próprio projeto de pesquisa.

Relembrando a tod@s, nossas aulas, quando sob minha responsabilidade, iniciam-se, pontualmente, às 14:15hs e terminam às 17:45hs.

domingo, 12 de maio de 2013

Em memória de Helenice Rodrigues da Silva

Uma das características da diplomática é o estudo dos procedimentos formulares típicos de determinados documentos, que incluem bem saber qual é o tipo, a ordem, a disposição e o comportamento da informação. Esse obituário, de saída, será diplomaticamente imperfeito. Nada sei das primeiras fases da vida de Helenice. Sei apenas que era mineira e isso transparecia em sua doçura e eterna simpatia. O gosto por boas e agradáveis conversas de fim de tarde, absolutamente descomprometidas ‑ sempre acompanhadas por suco, chá ou café e, obviamente, alguma coisa doce, como um bolo ou um pão ‑ revelavam, como manifestações fenotípicas, sua mineiridade... Tais gostos caíram como um luva, imagino, quando foi viver na França, onde trabalhou com vários intelectuais destacados, dentre os quais o mais emblemático para mim: Michel de Certeau. Com exceção de um ou outro comentário, um ou outro episódio por ela contado em algum chá da tarde, muito pouco sei sobre sua vida na França e os motivos que a fizeram voltar ao Brasil.

Conheci Helenice quando regressou ao Brasil, depois de mais de duas décadas, e tentava encontrar seu espaço profissional no país. Saiu da França como pesquisadora associada do CNRS e passou uma temporada no Brasil como professora visitante em diversas universidades, entre elas Unicamp, UNESP e USP. Nesta última, tive o privilegio de ser ouvinte em um curso sobre história intelectual, por ela ministrado em 1997. Um dos desdobramentos práticos desse contato foi a criação de um Grupo de Trabalho, junto ao simpósio Anpuh (Belo Horizonte, 1997), sobre o pensamento relacional em Cassirer, Panofsky e Bourdieu. As reflexões nesse grupo, antes e depois da Anpuh, me levaram a publicar um artigo cujas bases conceituais vieram a constituir a linha teórica dorsal de minha tese de doutorado.

Aprendi com Helenice duas coisas fundamentais para a formação e a prática de qualquer pesquisador: a primeira é que conhecer a história do pensamento filosófico e das escolas é algo vital para saber onde se pisa e com quais autores e conceitos se está lidando. A segunda é que as bases teóricas devem ser uniformes, isto é, referem-se a uma dada percepção de um objeto e, portanto, devem trabalhar com autores complementários; ou seja, há autores que não devem ser misturados, ainda que todos tenham abordagens importantes e úteis para a compreensão de um dado problema. Quando compreendi isso, pude continuar a me aprofundar na combinação Panofsky-Gombrich, para melhor estudar fenômenos relacionados à imagem (porta de entrada para meu objeto de pesquisa: os documentos fotográficos), deixando de lado, sem arrependimentos, os instigantes textos de Sartre, Gilbert Durand, Merleau-Ponty (e outros) sobre imagem e imaginário.

Pouco tempo depois, me contou que havia sido aprovada em um concurso para a federal do Paraná, onde vivia às turras com a “burrocracia” universitária brasileira. Enfrentou problemas para que os títulos obtidos na França (que haviam sido aceitos para efeitos de aprovação), também fossem considerados para sua alocação na carreira. Sempre tentou viver em Curitiba como se estivesse em uma cidade européia. É verdade que o clima frio, somado a alguns espaços culturais da cidade, pode ajudar nessa ilusão, se não houver muita exigência quanto à similaridade. 

Sempre mantivemos, mesmo à distância, algum tipo de contato. Em 2001 pude, novamente, considerar-me privilegiado, por tê-la, em minha banca de doutoramento. Em 2003, participei da banca de mestrado de uma orientanda de Helenice, em Curitiba. Na véspera, fomos jantar em um restaurante muito agradável, razoavelmente vazio, mas para o qual ela, obviamente, como boa “francesa”, já havia feito uma reserva. Depois da banca, como era de se esperar, fomos tomar um café à moda europeia. Em 2005 mudei-me para Brasília, aumentando a distância e diminuindo a frequência do contato, que ficou limitado a alguns poucos e-mails. Em fevereiro de 2012, ela me convidou para participar de um importante evento que estava organizando com seu grupo de pesquisa. Ao chegar lá, soube por sua melhor amiga, Germaine, que pouco tempo antes ela enfrentara seriíssimos problemas de saúde (um coágulo cerebral) e quase havia morrido. 

O evento, a Jornada de Estudos Interdisciplinares e Transnacionais “Circulação das Ideias e Reconfiguração dos Saberes”, trazia como eixo temático a “mundialização do conhecimento: circulação de conceitos e de paradigmas teórico-metodológicos; a virtualização dos saberes” (o blog ainda está no ar em: http://historiaintelectualufpr.blogspot.com/). As apresentações e debates foram de altíssimo nível, recuperando a importância da realização deste tipo de evento no Brasil. Aqui, quer pela pressão desmedida para a produção de indicadores de produtividade, quer por provincianismo, cada vez mais, os eventos científicos, mesmo que modestos, são criados com denominações ambiciosas (congresso, workshop internacional etc.). A simplicidade de Helenice jamais combinaria com algo pomposo. Para as jornadas vieram pesquisadores internacionais de primeira linha, que se revelaram também excelentes pessoas e ótimos companheiros de viagem. Nessas jornadas fiquei amigo de Márcia Consolim (que, assim como Helenice, é brasileira mas pensa em francês), Francisco Pinedo (da Universidad de Talca, com quem me encontrei, ainda esse ano, no Chile) e Patrick Bégrand (pesquisador francês, plenamente proficiente em espanhol), que me deu a horrível notícia, nesta sexta-feira cinzenta, do falecimento de nossa querida amiga.

Além de sua produção intelectual (o Lattes ainda está disponível online em http://lattes.cnpq.br/8329635075312925), o legado de Helenice é imenso, sobretudo a sua contribuição no desbravamento de um campo pouco explorado no Brasil: a história intelectual – que aborda, também, a compreensão da formação histórica das ideias de uma sociedade e os modos de agir oriundos de tal entendimento; ou seja, permite que analisemos as bases que inspiraram os atores históricos e as transformações sociais. Em um mundo acadêmico cada vez mais compartimentado, cartesianamente definido por normas, standarts e rankings (ISO, ABNT, Qualis etc.), é necessário que não se perca a compreensão de que os fenômenos são históricos e feitos por pessoas e que a produção intelectual de algumas delas tem efeitos absolutamente transformadores.

A Jornada me proporcionou, além dos bons frutos acadêmicos, além das ótimas amizades ali iniciadas, a única foto que tiramos juntos, logo após o jantar de encerramento do evento. Ficam comigo a lembrança da amiga querida e uma imensa saudade.

foto: Patrick Bégrand - 23/08/2012
Madrid, 10 de maio de 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fábula da preservação digital

Copiado de "The signal: digital preservation", by Sara Allen
Outro dia, por indicação de meu amigo Miguel Angel Arellano, que é expert em preservação digital, conheci uma paródia da história da Byte de Neve adaptada aos conceitos da preservação digital. Em uma tradução livre a fábula "Branca de Neve e os sete formatos" começa mais ou menos assim:
"Era uma vez, em reino muito longínquo, uma linda princesa chamada Byte de Neve. Byte de Neve era uma criança maravilhosa que queria bem a todo mundo e era muito amada por todos que a conheciam, com exceção de uma pessoa. Seu pai, o rei, havia se casado novamente e, como sói ocorrer em contos de fada, sua madrasta era muito má. Na verdade ela era malvada por conta de uma feiticeira chama da Obsolescência, embora o rei desconhecesse tal fato. Ele não era um rei muito observador"
"Obsolescência não era apenas má, era também muito fútil. Estava obcecada em ser a mulher mais bela de todo o reino. Havia criado um smartphone enfeitiçado, com um "Magical Mirror App", que poderia contar-lhe quem era a mais bonita da terra."
"Um dia, Obsolescência consultou seu "Magical Mirror App e ..."
A história, de Tess Webre, ilustrada por Sara Allen, continua (em inglês) na página da Biblioteca do Congresso sobre preservação digital aqui.

A reflexão proposta aos leitores (alunos e não alunos) deste blog é pensar até que ponto o que fazemos, como pesquisadores de CI, e/ou como gestores de informação poderá ter garantido (ou não) um "... e viveram felizes para sempre"; um convite a se pensar em nossas práticas cotidianas que produzem, reproduzem, copiam, difundem e armazenam informações digitais.

Pensando de modo mais específico:
  • Os dados e informações que estou coletando/produzindo para a minha pesquisa estão seguros, para sempre, da feiticeira Obsolescência?
  • Os dados e informações que gestiono, profissionalmente, estão seguros, para sempre, da feiticeira Obsolescência?

Para responder a tais perguntas não basta ter conhecimento sobre os mecanismos (e armadilhas) da preservação digital, mas antes de mais nada, saber, com exatidão, que tipo de dados e informações você está se referindo e qual o comportamento (acesso, temporalidade) que se espera deles/para eles.

Em tempo: não tive agenda suficiente para terminar a tradução para o português. Se algum leitor competente quiser terminar a tarefa (nada árdua para quem conhece inglês) e contribuir com este Blog, o esforço será mais do que benvindo. A publicação da nova versão aqui, obviamente, trará os devidos créditos ao/à nobre colaborador/a  (a tradução pode me ser enviada por e-mail - apalopez@gmail.com - e/ou postada nos comments abaixo).

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Entrevista sobre metodologia de pesquisa

Recentemente dei uma entrevista para o curso de especialização em Gestão de Segurança da Informação e Comunicações que acredito que tem muita relação com o que venho desenvolvendo em aula e aqui neste blog.


Na versão anterior do mesmo curso que havia ficado responsável pela disciplina não presencial, para a qual foram elaborados um vídeo de apresentação (com áudio muito ruim) e um manual para desenvolvimento à distância de projeto de pesquisa:

     

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Bases empíricas e conceituais em teses de CI

Seguindo o esquema da ciranda-cirandinha, a atividade desta semana também será feita com interação de comentários dos participantes. O objetivo é saber diferenciar quais são as bases empíricas e quais são as bases conceituais utilizadas em testes relacionadas à Ciência da Informação. O primeiro participante,  Francisco Luziaro, deverá baixar a minha tese de doutorado (http://eprints.rclis.org/12862/) e identificar nela:
a) quais as bases conceituais utilizadas;
b) quais as bases empíricas utilizadas;
c) quais foram os métodos de pesquisa empregados para o trabalho com a base empírica.

O participante seguinte deverá:
a) comentar o entendimento do colega que o antecedeu;
b) escolher nova tese, que esteja disponível on-line e indicar a url da mesma;
c) quais as bases conceituais utilizadas;
d)) quais as bases empíricas utilizadas;
e)) quais foram os métodos de pesquisa empregados para o trabalho com a base empírica.
A mesma sistemática deverá se repetir até a noite do dia 24/04, 4ªf, quando, às 22:00, Luizaro comentará a respeito da análise do último colega, encerrando, assim, a atividade.